Financiamento: Instituto Marquês de Valle Flôr, IMVF, programa Rural Voices 2030 (cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa DEAR – Development Education and Awareness Raising e pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.)
Duração: janeiro 2026 – dezembro 2026
Parceiros: escolas, juntas de freguesia, autarquias, entidades comunitárias que atuam nos territórios rurais envolvidos.
O Projeto
Os jovens oriundos de zonas rurais têm poucas oportunidades de participação cívica, contacto limitado com iniciativas de sustentabilidade e fraca valorização do património local, especialmente no que toca ao papel das mulheres. Muitos não se sentem envolvidos nas decisões ambientais e sentem necessidade de reforçar competências socioemocionais, pensamento crítico e capacidade de agir perante desafios como a degradação do solo e as alterações ambientais.
O projeto responde a estas necessidades promovendo a participação juvenil, a inclusão e a cidadania ativa, através de metodologias participativas, aprendizagem prática, ferramentas de IA e voluntariado ambiental, envolvendo os jovens na proteção da natureza, da biodiversidade e do solo, reforçando competências-chave como liderança, comunicação, pensamento crítico, resolução de problemas e literacia digital, e promovendo também o bem-estar e a ligação emocional à natureza, incentivando a liderança juvenil, com especial atenção a raparigas e mulheres jovens.
O distrito de Aveiro combina uma grande riqueza ecológica e cultural que permanece pouco valorizada pela população. Enfrenta desafios como a perda de biodiversidade, a degradação do solo, o abandono rural, a desvalorização das tradições e a fraca participação cívica, além de uma comunidade marcada pela presença de mulheres mais velhas frequentemente ignoradas nos processos de gestão do território.
Este projeto reforça a missão de aproximar as pessoas da natureza e de promover comunidades sustentáveis e inclusivas. Consolida uma estratégia de educação ambiental centrada na proximidade, no contacto direto com o território e na participação ativa das comunidades. Introduz inovação pedagógica ao integrar ferramentas digitais e metodologias facilmente replicáveis noutros projetos, ampliando assim o impacto social e ambiental da BioLiving nos territórios onde atua.
O projeto criará sinergias com programas de voluntariado, como os do IPDJ e a Brigada Verde da CERCIAV, mobilizando voluntários e garantindo a continuidade das ações. Articular-se-á também com atividades de educação ambiental da BioLiving, como o “Não sejas mono”, permitindo que os jovens apliquem as competências adquiridas em ações práticas no território.
RESULTADOS DO PROJETO
Jovens sensibilizados e capacitados para recolher, interpretar e valorizar histórias reais de mulheres do território.
Mini-mapa de Realidade Aumentada criado para 3 aldeias, integrando histórias reais e visões de futuro co-criadas pelos jovens.
Bosque “Sementes do Futuro”, instalação/ espaço educativo e comunitário que liga natureza, memória e futuro.
IMPACTO
Jovens (15 – 30 anos), raparigas e rapazes, provenientes de meios urbanos e rurais.
Habitantes / Visitantes da comunidade local que interage com os jovens.
Participantes comunitários na inauguração do bosque.
Potenciais utilizadores de público geral do bosque ao longo do ano.